25 de Abril de 1974
O 25 de abril é uma revolução porque a
política do nosso País se alterou completamente.
Mas como não houve a violência habitual das revoluções
(manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares
que os puseram nos canos das armas.
Em vez
de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da
vida e a mudança!
O povo português fez este golpe de estado porque
não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de
Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade
durou cerca de 48 anos.
Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em
democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas
ideias.
Em Portugal a escola só era obrigatória até à
4ª classe. Era complicado continuar a estudar depois disso. Os professores também
podiam dar castigos mais severos aos seus alunos. O que agora não é permitido.
Todos os homens eram obrigados a ir
à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida
como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e
ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.
Antes do 25 de Abril, todos se mostravam
descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos
estudantes deram muitas preocupações ao governo.
Os
estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de
expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.
Os países estrangeiros, que no
início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra
Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava
"orgulhosamente só".
Quando Salazar morreu foi
substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.
A solução acabou por vir do lado
de quem fazia a guerra: os militares. Cansados desse conflito e da falta de
liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o
"Movimento dos Capitães".
Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974,
o MFA decidiu avançar.
O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano
militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou
conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do
aeroporto, da rádio e da tv.
As forças do MFA, lideradas pelo
capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se
refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem
recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
Sabias que para os militares saberem quando
avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a
música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi
"Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre
ao 25 de Abril.
Depois de afastados todos os responsáveis
pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a
censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História,
onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao
resto da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer...
Beatriz Chapa
6º D Nº2
Fonte: http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Portugal&ID=101