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sábado, 9 de junho de 2018

Moinho da Maré





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Situado na frente ribeirinha do Montijo, junto ao antigo Cais das Faluas,
o Moinho do Cais foi recuperado

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e aberto ao público em 2005. Constituído por um piso, o edifício tem seis moendas e
uma ampla caldeira. Terá sido um dos maiores equipamentos moageiros de Aldeia Galega/Montijo e
integra um conjunto de seis moinhos do estuário do Tejo, que funcionaram, em alguns casos,
até ao século XX.
A primeira referência documentada do Moinho do Cais de Aldeia Galega/Montijo é de 1646 ,
isto foi comprovado por existir uma cruz da Ordem de Santiago . Hoje na porta de entrada ,
atesta a sua existência anterior .
Até finais do séc. XIX o Moinho do Cais manteve-se na posse da mesma família, sucedendo-se outros
proprietários durante o séc. XX. Depois tornou-se propriedade municipal em 1995, tendo a sua
importância assumido a preservação deste ícone da História Local que sintetiza uma relação intensa,
de vários séculos, entre a atividade agrícola e o rio.
É ao fluxo e refluxo das águas do Rio Tejo que o moinho vai buscar a sua fonte de energia.
Associados a este recurso natural, existem, como é visível no moinho do Cais, o edifício e a caldeira;
no primeiro estão localizados os engenhos, na segunda é armazenada a água necessária para ativar o mecanismo de moagem.
Novas tecnologias vieram substituir progressivamente o processo tradicional de transformação dos cereais,
tendo originado o gradual abandono do moinho. No início dos anos 80, o imóvel encontrava-se em elevado
estado de degradação .

Uma breve explicação por “Nuno Canta”

Caso queiram visitar :
Horário de visita: Terças, quintas e sábados das 14:00 às 17:30. Visitas guiadas, com marcação prévia no Museu Municipal.
Miguel Dantas , 6B Trabalho de H.G.P    

Moinhos- Montijo







Moinhos de Portugal   

Durante séculos, os moinhos  de maré de Aldeia Galega/Montijo serviram para moer cereais e os transformar em farinha. O moinho de maré mais antigo é o da Lançada construído  em 1368, que segundo os dados que existem era o mais antigo da margem sul.






No esteiro de Aldeia Galega/Montijo, desde o Seixalinho à Lançada existiam cinco moinhos de maré: Os moinhos do cabo, do meio, do cais, das nascentes e  da Lançada. Existia ainda o moinho de entre os termos na freguesia de Sarilhos Grandes na partilha com o concelho da Moita

O moinho do cabo (o moinho velho), em frente da quinta do Saldanha, foi destruído pelo ciclone em 1941. Durante muitos anos só lá existiram as ruinas, Este moinho pertenceu à família Saldanha da Gama, proprietária da quinta do Saldanha, durante 3 séculos.

Os moinhos funcionavam da forma seguinte:

Sempre que a maré subia abria-se a porta da caldeira que depois se fechava no preia-mar.

Quando a maré estava vazia o moleiro abria as pequenas comportas existentes no interior do moinho e a água corrente fazia rodar os rodízios que forneciam energia para rodar as mós que trituravam o cereal e o transformavam em farinha.




A Câmara reconstruiu totalmente o moinho do cais, que tem uma grande caldeira e todas as condições para moer e que pode ser visitado pelos montijenses e por visitantes. Os moinhos fazem parte da história de Aldeia Galega/Montijo e da nossa memória colectiva. Penso que o nosso moinho reconstruido é a nossa “ jóia da coroa” do património histórico edificado do nosso concelho, por representar a importância que o Rio Tejo teve na  vida da nossa comunidade.

Os moinhos de maré funcionaram durante mais de seis séculos no concelho de Montijo e acabaram no fim da primeira metade do século XX.

#MISSÃO CUSCA
Autora: 6ºB Nayara Romano